sexta-feira, 18 de Dezembro de 2009
Descoberto um ovo estrelado no fundo do Atlântico
Na edição de amanhã (sábado) do jornal "Público" pode ler-se a curiosa história de uma estrutura geológica, em forma de ovo estrelado, descoberta 150 quilómetros a Sul dos Açores. Nesta imagem, obtida numa campanha oceanográfica da Estrutura de Missão para a Extensão da Plataforma Continental (EMEPC), pode ver-se a forma mais ou menos circular dessa formação e que, na parte central, existe uma elevação, qual gema geológica. Será a cratera resultante do impacto de um meteorito? Será um vulcão de lama? É um mistério por esclarecer.
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segunda-feira, 14 de Dezembro de 2009
Livro sobre alterações climáticas em Portugal
Também tem a ver com o mar, por isso aqui vai um pouco de auto-promoção: "Portugal a Quente e Frio" (Livros D'Hoje) é o primeiro livro de divulgação científica dedicado especificamente às alterações climáticas no nosso país. Podem ficar a saber-se quais são os efeitos já visíveis das mudanças do clima em Portugal e o que os cientistas pensam que acontecerá daqui até 2080, em diversas áreas - desde o próprio clima (a chuva e temperaturas) até aos recursos hídricos, saúde, agricultura, costa, o turismo ou biodiversidade.
O oceano aparece referido de forma amiúde: fala-se da subida do nível do mar e do aumento da temperatura da água na costa portuguesa, da erosão costeira, das pescas ou de como o próprio oceano funciona como moderador do clima da Terra. O anticiclone dos Açores e o seu papel num fenómeno chamado Oscilação do Atlântico Norte é exemplo dessa relação que afecta desde o tempo que faz na Europa até às correntes oceânicas e as suas implicações na fauna marinha.
Exemplos? O peixe-porco, que é tropical, já assentou arraiais na costa portuguesa e há muita gente a comê-lo. A solha-das-pedras, que gosta de águas não muito quentes, está a desaparecer do estuário do Tejo. Como as águas do estuário têm vindo a aquecer, o lugar da solha está a ser ocupado pela dourada e pelo sargo-do-senegal.
Há muitos outros exemplos - para o mar e não só.
PS: eu e a Filomena Naves conhecemo-nos há mais de 15 anos, mas, como sempre trabalhámos em jornais diferentes, eu no "Público", ela no "Diário de Notícias", nunca tínhamos escrito nada em conjunto antes. Esta foi a nossa primeira aventura no mundo dos livros, uma bela aventura a quatro mãos.
sábado, 12 de Dezembro de 2009
Luso no Pavilhão do Conhecimento
O robô submarino Luso vai estar este fim-de-semana (12 e 13 de Dezembro) no Pavilhão do Conhecimento, em Lisboa. É uma oportunidade para ver de perto este veículo capaz de descer até aos 6000 metros de profundidade e que tem sido utilizado pela Estrutura de Missão para a Extensão da Plataforma Continental nos seus trabalhos de investigação do mar profundo.
Entre outras actividades, haverá ainda este sábado (às 16h30) palestras sobre o mar profundo e a vida nos fundos abissais, por Fernando Barriga (do Museu Nacional de História Natural) e Sandra Chaves (da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa).
Entre outras actividades, haverá ainda este sábado (às 16h30) palestras sobre o mar profundo e a vida nos fundos abissais, por Fernando Barriga (do Museu Nacional de História Natural) e Sandra Chaves (da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa).
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sexta-feira, 20 de Novembro de 2009
O último português na Antárctida
Aviso à navegação: este blogue vai transformar-se num espaço de divulgação do mar em sentido lato (e não apenas para acompanhar uma missão oceanográfica ao mar dos Açores), pelo que em breve terá algumas modificações.
Começando já a pôr em prática este objectivo: pode ler-se esta sexta-feira, na edição em papel do "Público" (no P2), um artigo sobre a aventura do último português na Antárctida.
O biólogo José Xavier, acabado de regressar à Europa, conta como foi viver na ilha de Bird e como é que as alterações climáticas na região estão a afectar a vida marinha, pinguins e albatrozes incluídos. Esteve nestas andanças, longe de tudo, nove meses. E as fotos que tem para mostrar são lindas. Nesta, apetece mesmo fazer a legenda: onde é que está o pinguim?
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domingo, 15 de Novembro de 2009
O robô submarino Luso vai estar perto de si
A notícia publicada na edição de papel do "Público", de sábado, numa versão mais longa:
Costuma estar longe dos olhares do público, ora no mar, a bordo de um navio, ora na sede da Estrutura de Missão para a Extensão da Plataforma Continental (EMEPC), em Paço de Arcos, perto de Lisboa. Nos próximos dias, no entanto, o robô submarino Luso pode estar bem perto de si: é a estrela de um evento destinado ao público, no novo cais da sardinha do porto de Peniche.
Quem quiser ir até lá, entre sábado, domingo e segunda-feira (que é o Dia Nacional do Mar), a partir das 10h da manhã, pode acompanhar a equipa de pilotos do Luso e ver todas as suas operações, desde o lançamento à água a partir do cais, o mergulho naquela zona e a recuperação. Poderá ainda observar-se em tempo real as imagens que vão sendo captadas do fundo do mar pelo robô, ver filmes do oceano profundo na zona dos Açores ou utilizar um simulador de voo para conhecer os fundos oceânicos portugueses.
Neste evento de demonstração do Luso, comprado por Portugal em 2008 e que desce aos 6000 metros de profundidade, o público poderá ainda manipular um veículo operado remotamente (ROV) em miniatura, o Lusito, que mergulha até aos 70 metros. Haverá ainda tendas onde os visitantes poderão ficar a saber mais sobre o projecto de extensão da plataforma continental, que permitirá a Portugal reclamar jurisdição sobre o fundo do mar para lá das 200 milhas náuticas, e em que o Luso está a ser utilizado pela EMEPC. Ou sobre o Kit do Mar, projecto educativo destinado a sensibilizar os alunos do 2º e 3º ciclos para as ciências do mar.
Costuma estar longe dos olhares do público, ora no mar, a bordo de um navio, ora na sede da Estrutura de Missão para a Extensão da Plataforma Continental (EMEPC), em Paço de Arcos, perto de Lisboa. Nos próximos dias, no entanto, o robô submarino Luso pode estar bem perto de si: é a estrela de um evento destinado ao público, no novo cais da sardinha do porto de Peniche.
Quem quiser ir até lá, entre sábado, domingo e segunda-feira (que é o Dia Nacional do Mar), a partir das 10h da manhã, pode acompanhar a equipa de pilotos do Luso e ver todas as suas operações, desde o lançamento à água a partir do cais, o mergulho naquela zona e a recuperação. Poderá ainda observar-se em tempo real as imagens que vão sendo captadas do fundo do mar pelo robô, ver filmes do oceano profundo na zona dos Açores ou utilizar um simulador de voo para conhecer os fundos oceânicos portugueses.
Neste evento de demonstração do Luso, comprado por Portugal em 2008 e que desce aos 6000 metros de profundidade, o público poderá ainda manipular um veículo operado remotamente (ROV) em miniatura, o Lusito, que mergulha até aos 70 metros. Haverá ainda tendas onde os visitantes poderão ficar a saber mais sobre o projecto de extensão da plataforma continental, que permitirá a Portugal reclamar jurisdição sobre o fundo do mar para lá das 200 milhas náuticas, e em que o Luso está a ser utilizado pela EMEPC. Ou sobre o Kit do Mar, projecto educativo destinado a sensibilizar os alunos do 2º e 3º ciclos para as ciências do mar.
quinta-feira, 5 de Novembro de 2009
Professores, bem-vindos a bordo
Helena Matias foi a primeira Professora a Bordo. Foi parar a este programa, lançado pela Estrutura de Missão para a Extensão da Plataforma Continental (EMEPC), por mero acaso. Aos 35 anos, esta professora de geologia e biologia na Escola Básica e Secundária de Carcavelos assistiu a uma reunião de divulgação sobre o programa Kit do Mar e lá encontrou a geóloga Raquel Costa, da EMEPC, que lhe falou do novo programa Professores a Bordo.
Pouco tempo depois, era o início de uma aventura, que a levou a bordo do navio “Almirante Gago Coutinho”: de 5 a 19 de Outubro, pôde conviver diariamente com cientistas durante uma campanha oceanográfica da EMEPC e do robô Luso ao mar dos Açores e viver tudo o que se passava a bordo, enjoos incluídos.
Tal como o Kit do Mar – que começou no concelho de Cascais e está a alargar-se a todo o país, destinado a alunos do 2º e 3º ciclos –, a ideia é sensibilizar os mais novos para as ciências e assuntos do mar. No caso do Kit (lançado pela agência municipal Cascais Atlântico, a Estrutura de Missão para os Assuntos do Mar e a EMEPC), as escolas recebem um manual de professor para a Área de Projecto, fichas temáticas, brochuras informativas, um guia do litoral e um roteiro do mar.
Com o programa Professores a Bordo, iniciativa da EMEPC, o objectivo é pôr um professor a ver a ciência tal e qual se faz num navio e transmitir tudo isso aos alunos, contribuindo para o tão propalado regresso de Portugal ao mar.
Era a primeira vez de Helena Matias estava embarcada e, diga-se, suportou bem os enjoos, com a ajuda dos benditos comprimidos. Era vê-la grande parte do tempo sentada em frente ao computador portátil a actualizar o blogue que criou de propósito para acompanhar a missão (http://expedicaoacores.wordpress.com/). Os seus alunos e colegas professores podiam ir sabendo o que se passava a bordo. Não faltaram imagens da vida a bordo. “Eles podem perceber como funciona a ciência num navio de investigação”, dizia.
Também pôs as mãos na massa, por assim dizer, ajudando no trabalho científico. Era vê-la então de capacete e colete salva-vidas no convés, de roda do robô submarino, quando chegava do fundo do mar. Helena Matias ajudava a retirar as amostras de águas recolhidas, por exemplo.
A partir desta vivência no terreno, vão agora ser criados planos de aulas. Os alunos poderão também trabalhar algumas das amostras apanhadas na missão, como rochas, que Helena Matias trouxe consigo. E, já este mês, ela vai contar a sua experiência no Museu do Mar, em Cascais: será nos dias 16 (às 10h) e 18 (às 14h).
O fim da campanha oceanográfica significou o ponto final no blogue da professora. Para o ano, a experiência repete-se? Sim, responde Raquel Costa, coordenadora do programa Professores a Bordo. Em vez ser por convite, como este ano, haverá um concurso destinado preferencialmente aos professores do ensino secundário.
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Professores a Bordo
quinta-feira, 29 de Outubro de 2009
O fim de uma missão, mas ainda não é o adeus definitivo
É o adeus. A missão do robô submarino Luso terminou esta semana nos Açores mais cedo do que o previsto, por causa do mau tempo.
Estava programado que o Luso mergulharia nalguns bancos submarinos ao largo do arquipélago, como o Condor, para se fazer investigação para o Departamento de Oceanografia e Pescas da Universidade dos Açores. Vagas muito altas impediram esta parte da missão.
Os últimos mergulhos ocorreram no canal de São Jorge. Foram viagens ao fundo do mar essencialmente de reconhecimento geológico. Pelas câmaras do Luso, que transmitiam as imagens para bordo do navio "Almirante Gago Coutinho", viu-se também alguma vida. Mas não muita.
O navio já vem a caminho de Lisboa e traz consigo o robô, que pertence à Estrutura de Missão para a Extensão da Plataforma Continental, grupo criado pelo Ministério da Defesa.
É o adeus definitivo a este blogue? Ainda não. Há pequenas histórias da missão que ficaram por contar do tempo em que estivémos no navio: houve uma professora a bordo; houve um certo peixe muito destemido, cara a cara com o robô...
Estava programado que o Luso mergulharia nalguns bancos submarinos ao largo do arquipélago, como o Condor, para se fazer investigação para o Departamento de Oceanografia e Pescas da Universidade dos Açores. Vagas muito altas impediram esta parte da missão.
Os últimos mergulhos ocorreram no canal de São Jorge. Foram viagens ao fundo do mar essencialmente de reconhecimento geológico. Pelas câmaras do Luso, que transmitiam as imagens para bordo do navio "Almirante Gago Coutinho", viu-se também alguma vida. Mas não muita.
O navio já vem a caminho de Lisboa e traz consigo o robô, que pertence à Estrutura de Missão para a Extensão da Plataforma Continental, grupo criado pelo Ministério da Defesa.
É o adeus definitivo a este blogue? Ainda não. Há pequenas histórias da missão que ficaram por contar do tempo em que estivémos no navio: houve uma professora a bordo; houve um certo peixe muito destemido, cara a cara com o robô...
terça-feira, 27 de Outubro de 2009
Vídeo do mergulho no Lucky Strike
Excertos do vídeo feito pelo Luso durante o mergulho no campo hidrotermal Lucky Strike, a 1700 metros de profundidade, a 15 de Outubro, pode ver-se no "site" do "Público". Aqui: http://www.publico.pt/. Ou aqui: http://videos.publico.pt/. (Na imagem, uma chaminé hidrotermal, por onde são expelidos fluidos negros, compostos por água quente com metais).
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Vídeo
Azáfamas "rovianas"
Antes de entrar na água, para mais um mergulho pelas profundezas oceânicas, o ROV Luso é o centro das atenções da equipa de cientistas, técnicos e militares a bordo do navio "Almirante Gago Coutinho", da Marinha. Muita é a azáfama. Quando regressa ao navio, por vezes ao fim de muitas horas a explorar o imenso azul, volta a ser alvo das atenções. Gera-se um frenesim à sua volta e no laboratório onde se preparam e guardam as amostras recolhidas. Ficam aqui alguns desses momentos.
Este é o cabo umbilical do ROV, por onde passa a energia que o alimenta e por onde chega ao navio toda a informação recolhida lá em baixo pelo veículo.
O ROV esconde-se mar adentro, ligado ao cabo umbilical, que é desenrolado à medida que o robô desce.
Patrícia Conceição, geóloga e futura piloto de ROV da Estrutura de Missão para a Extensão da Plataforma Continental, fica por vezes na popa enquanto o ROV está a mergulhar. Está em comunicação constante com o piloto do ROV, que se encontra num contentor, de onde é comandado o veículo. Ela tem de estar atenta para que o cabo umbilical não se enrole.
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segunda-feira, 26 de Outubro de 2009
Nos blogues do "Público"
O Azul Profundo encontra-se a partir de hoje na lista dos blogues do jornal "Público", a que pode aceder-se no cabeçalho do "site". Ou então directamente, nesta morada: http://static.publico.clix.pt/sites/blogues/default.aspx.
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